Além disto, faz hoje um ano que eu comecei o meu estágio. Um estágio que me encheu de esperanças e que no fim resultou numa carta de recomendação.


Estamos em fase de remodelação de imagem. E como o assunto do momento é as eleições que passaram e as autárquicas que se aproximam, gostaria de vos desafiar a dar a vossa opinião. Por isso deixem um comentário ou digam qualquer coisa pelo msn para me ajudarem a escolher o novo visual.


Descobri uns novos blog’s interessantes. Por isso a lista de bog’s também foi actualizada.
Já passou algum tempo deste a ultima vez que eu publiquei um post. Esta última semana tem sido muito confusa. Por um lado tenho vivido as situações muito intensamente mas por outro sinto-me amarrado e perdido. São perto das três da manha e eu não consigo adormecer, o estômago anda às voltas, o peito parece ser pequeno para receber o ar que eu preciso para respirar, os músculos do pescoço e dos ombros estão tão tensos que, até o facto da almofada ser fofa e deixar a cabeça ligeiramente inclinada, ficam doridos, o meus neurónios estão a trabalhar no red-line e tudo isto porque um sentimento de ansiedade está a tomar conta de mim.
No dia dez deste mês fez dois meses que eu regressei da Madeira e que eu iniciei este blog, com um post que só veio a ser publicado a trinta de Janeiro, e que fazia referência às minhas resoluções para os primeiros meses do ano. Chega a altura de reflexão. Recapitulando, as minhas resoluções foram: controlar as contas, manter a casa arrumada, comer mais vezes em casa, controlar o tempo que passo na internet e manter este blog. Estou contente porque consegui atingir os meus objectivos, com excepção da parte referente a manter a casa arrumada. E acreditem que não foi por falta de arrumação mas com obras em curso e com a minha cabeça a duzentos à hora é impossível eu manter a casa arrumada.
Para este segundo perido bimestral do ano, as minhas resoluções passam, antes de mais, por continuar a cumprir as resoluções do primeiro trimestre, continuar a praticar exercício físico (aumentando a intensidade) e manter a minha cabeça ocupada. Não gosto de objectivos a longo prazo, são mais fazeis de fazer e mais fazeis de esquecer. No início do ano quando aqui cheguei vinha cheio de certezas, neste momento, estou cheio de incertezas. Ando à procura de trabalho e estou a pensar em mudar de escola. Não quando vou começar a trabalhar, não sei onde, não sei com que horário, não sei para que escola quero ir, não sei se vão aceitar a minha candidatura, etc.. A minha vida está prestes a sofrer uma grande mudança.
Mas perder tempo a pensar no assunto não me vai ajudar em nada. Por isso decidi que vou fazer tudo para manter a cabeça ocupada, o corpo em movimento e o espírito feliz. Já iniciei um novo projecto de remodelação e estou a tentar terminar as obras na casa de banho. A minha casa já parece as filmagens do “Querido mudei a casa!”. Em paralelo tenho feito algum exercício físico para manter uma cabeça insana num corpo são. E por fim, mas não menos importante, estou com intenções de me inscrever num curso de “Escrita Criativa” e tentar realizar um sonho de criança. Imaginem que até voltei a utilizar o meu caderno de capa preta.
A minha filosofia de vida neste momento é: “Já que não posso fazer nada para alterar a minha situação então vou fazer tudo para vivê-la em grande estilo.”
Ramster, Jonh – Edições Asa

O autor, durante toda a história, consegue prender a atenção do leitor, através de uma trama envolvente, mas sempre de uma forma descontraída e divertida. A obra é marcante acima de tudo pela visão despreconceituosa de uma vida e pelo humor discreto mas inteligente. Deixo algumas das críticas que o livro recebeu:
«Tão neurótico e obcecado como Woody Allen»
«Uma pedrada no charco do politicamente correcto»
E agora algumas citações da obra para abrir o apetite:
«A maior parte das pessoas ilude-se, pensando que está a jogar à Fidelidade, quando na realidade está a jogar à Monogamia em série, um simples jogo de damas quando comparado com o jogo de xadrez. […]
a) Dorme-se com uma de cada vez.
b) Iludimo-nos, pensando que estamos apaixonados.
c) Convencemo-nos de que queremos ficar com elas para sempre.»
« - Quanto tempo andas-te com ela? - perguntei.
- O costume. Um par de noites. Lembro-me de acordar na segunda noite a pensar «Estou apaixonado», mas ela acordou e disse-me: «Vou emigrar para a Nova Zelândia».
Desatei a rir. O Collum pareceu ofendido e o Patrick olhou-me com reprovação, bebeu o fino de trago e deu uma palmada no ombro do Callum, dizendo-lhe para o consular: - Ena, essa foi lixada, Cal, lamento.»
Ontem, estava eu no meu momento cibernético, quando um amigo meu avisou-me para eu não o aborrecer depois de ler o post novo que publicara. A princípio não percebi que queria dizer com aquilo mas, para esclarecer duvidas, nada melhor que ler o que o rapaz tinha escrito.
Depois de ler e reler o texto e ainda com um certo receio de interpretar de forma errada o que ele quis dizer não posso deixar de reflectir sobre o assunto. E apesar de compreender a desilusão que ele está a sentir aceito o fenómeno como algo natural nos dias que correm.
Hoje, do topo dos meus 23 anos, olho para a minha vida e orgulho-me. Apesar de não ter uma grande quantidade de conhecidos e não ter uma vida social agitada, sempre consegui ter grandes amigos à minha volta. Considero-me uma pessoa muito feliz porque pude apoiar as pessoas de quem eu gosto e, nos meus momentos de fragilidade, também me senti apoiado. Mas, como considero normal acontecer, a maior parte das cumplicidades, que fazem parte do meu passado, hoje não são mais que boas recordações. O tempo passa, os lugares transformam-se, as pessoas evoluem, as mentalidades mudam e novos desafios são-nos propostos. Aqueles que foram um dia os meus grandes amigos, hoje são recordações associadas a fragmentos de informação que vou recolhendo. Sei onde moram, sei o que fazem e sei mais alguns pormenores das suas vidas mas mesmo estas informações por vezes ficam desactualizadas devido aos longos períodos que passam sem conversarmos. Mas não deixo de adorá-los e sempre que passo perto de onde os possa encontrar telefono-lhes. Não estou á espera de recuperar a cumplicidade que tive com eles. Sei que hoje também eles têm uma vida nova e novos amigos. E fico feliz por o saber.
Antes pensava que um bom amigo era aquele que se fazia para a vida inteira. Hoje, depois de ter deixado muitos para trás, tenho a certeza que um bom amigo é aquele de quem não nos esquecemos. Eles podem se afastar, podem ter novos cúmplices, podem mudar tanto ao ponto de os acharmos [terrivelmente] diferentes e de considerarmos impossível reatar a velha amizade. Os grandes amigos são um exemplo perfeito da teoria da relatividade aplicada à vida real: as amizades só fazem sentido num determinado contexto mas, não nos podemos esquecer, que a nossa realidade actual foi construída com base nas nossas vivências. E a pessoa que hoje somos deve-se acima de tudo aos contributos dos nossos grandes amigos que nos apoiaram para chegarmos aqui. E esta é para mim a definição de um grande amigo. Um grande amigo é aquele que passou pela minha vida mas deixou um rasto profundo e aconteça o que acontecer não posso deixar de me sentir grato por isso.
Estava eu aqui há dias, numa das minhas sessões de conversas cruzadas do msn, quando numa das janelas a conversa tomou este rumo:
Manelito says:
tu tens pilhas duracel
Manelito says:
ele não
Manelito says:
tadinho
you never loose... says:
nao som pilhas duracelll e um a cultura diferente
you never loose... says:
eu: estou cansado , mais prefero esquecerlo e nao dessirlo e passarlo bem , e nao chatear a ninguem com o meu cansancio sobre tudo se só te vejo ao fds nao vou ir e decirte, fogo estou mole e cansada
you never loose... says:
portugues: actitude fds: fogo tou tao cansado de trabalhar durante a semana, hoje dormi 12 horas, dormi de mais agora estou mais cansado, fogo estou tao mole
O problema começa quando olhamos à nossa volta e nos apercebemos que realmente este é um sentimento generalizado. Raras são as pessoas que não sofrem com estes sintomas. Ao ponto de ficarmos assustados quando nos começamos a envergonhar de nos sentirmos bem. Não acreditam? Imaginem este início de conversa:
Então e como foi o teu sábado?
Manelito says:
Olha de manha fui correr, depois passei em casa da minha tia, almocei e de tarde andei a ver se avançava um pouco nas obras da parede do quarto e agora estou a escrever um post para o blog. E o teu?
X says:
O meu foi a mesma coisa de sempre. Levantei-me tarde. Almocei. Estive deitado no sofá a ver um dvd. Adormeci. E agora estou para aqui mole, cansado e aborrecido.
Uma pessoa até se sente mal de dizer que está cansada mas que se sente bem. E então quando perguntamos a alguém aborrecido porque não saiu? Ou porque não fez uma coisa qualquer? A resposta não está muito longe do “Não tive paciência.”. E o mais impressionante é quando ouvimos comentários do género: “Não sei como é que tu tens paciência para esses Blog’s” ou “Eu não sei como é que andas a fazer essas obras. Eu acho tão aborrecido pintar” vindos de pessoas que se acabaram de lamentar de não ter nada para fazer.
A verdade seja dita, tal como toda a gente, eu tenho uma tendência enorme para ficar a um canto aborrecido, triste, a pensar e acima de tudo a ter pena de mim próprio. Ou em casos extremos chego a cultivar o sentimento de inveja com pensamentos do tipo de: “Quem me dera ser como o outro que agora está divertido”.
Se me permitem, passo a citar umas das muitas frases memoráveis do filme “The Crow” onde o barão do crime organizado diz: “Nós sabemos que chegamos a uma fase adulta no dia em que tomamos consciência que um dia vamos morrer”. Depois de ouvir isto, cheguei à conclusão que era altura de crescer e tornar-me pró-activo. Criei o blog, pintei o escritório, estuquei a parede do quarto, dei cimento no armário da casa de banho, encerei o carro e convidei os meus amigos para uma conversa entre outras coisas. E mesmo sabendo que isto não é uma vida cheia de aventuras senti-me contente. Pois estas tarefas, além de serem bem mais económicas que andar a passear, ocupam-me o espírito e enriquecem-me a mente. Ou seja, sempre vou aprendendo qualquer coisa nova, não tenho tempo para ter pena de mim próprio, não ando tão aborrecido e no final do dia: não contagio ninguém com o meu mau humor.
O q tu queres sei eu, pah... says:
Confesso q nc tinha visto o teu blog
O q tu queres sei eu, pah... says:
Mas ta fixe
O q tu queres sei eu, pah... says:
Até ao dia de ontem eu tinha a certeza que era um estudante, hoje não me sei definir
Manelito: says:
:$
Manelito: says:
hummm
O q tu queres sei eu, pah... says:
é claro q te sabes definir
O q tu queres sei eu, pah... says:
Tu és um gajo porreiro ponto final
O q tu queres sei eu, pah... says:
Deixa me lá ler o resto
E foi assim que, aqui há uns dias, começou mais uma sessão de chat no MSN. No início pensei que se tratava de apenas mais uma conversa comum, igual a tantas outras que já tive e que vou vir a ter. Mas, passadas umas quantas mensagens instantâneas, percebi que esta conversa seria diferente. Uma vez mais fui surpreendido. Fiquei surpreso com algumas das afirmações que fez e ainda mais com a quantidade de post’s que ele leu.
Quando publico um post é claro que espero que o leiam. Como disse um dia Rodrigo Moita de Deus:
“Escrever deve ser por isso um dos exercícios supremos do egoísmo. Escreve-se porque gostamos de nos ler a nós próprios e porque adoramos que nos leiam. […] É uma espécie de auto-satisfação. Gosto disso. Vou ser escritor.”
Só me resta acrescentar ao autor: “ Vou criar o meu próprio blog.” Ou melhor: “ Já tenho o meu blog.”
Mas, o meu gosto pela escrita, não tem a ver unicamente com a alimentação do meu ego. A principal razão que me levou a criar um blog têm a ver com o facto de eu conseguir traduzir mais facilmente aquilo que me vai na alma em caracteres do que em sons. Por muito que eu, literalmente, me “esprema” nos momentos mais importantes, a minha boca mexe-se, os meus lábio tomam forma, mas o som não sai e as palavras ficam perdidas dentro de mim. Assim, através destes post’s, as pessoas podem me conhecer um pouco melhor, podem ler as coisas que eu penso mas tenho dificuldade em dizer. Como tal fico muito contente quando sei que lêem o que eu escrevi, nomeadamente o caso do Luís que referi no inicio do post.
Já agora não posso deixar passar esta oportunidade para agradecer a todas as pessoas que leram e que ainda lêem o que eu escrevo. E, só para que conste no registo, eu ando a tentar sintetizar os meus pensamentos com o objectivo de tornar os post’s mais curtos e menos chatos.
Ontem recebi a nota que tanto esperava. O professor, sabendo que nestas alturas a nota não é o importante, disse simplesmente: “Safou-se. Acabou!” E foi assim que eu recebi a noticia que hoje sou engenheiro.
Acho que toda a gente estava à espera que eu ficasse radiante, desse pulos de alegria ou me atirasse ao chão a rir histericamente, que fosse a correr convidar toda a gente para um copo, mas não, senti-me vazio. Fiquei num estado muito próximo ao deprimido. Senti-me perdido. Até ao dia de ontem eu tinha a certeza que era um estudante, hoje não me sei definir. Ainda não deixei de ser estudante porque vou continuar a estudar. Mas ao mesmo tempo já posso exercer e quero ser um bom profissional. Mas entretanto estou só à procura de um emprego. Ou de um estágio. Nem sei bem que oportunidade me vai aparecer.
E agora, quando me aparece nos formulários profissão, o que é que eu escrevo? Estudante? Trabalhador-estudante? Engenheiro? Mas eu neste momento não faço nada. E pior é que eu não tenho ideia do que vai ser o meu dia de amanha. Vou ficar na mesma escola? Vou mudar de escola?
Tantas perguntas que estão a encher a minha cabeça que neste momento está numa fase em que metade dos meus neurónios está demasiado velho e cansado para pensar, devido à época de exames, e a outra metade está demasiadamente jovem e sem experiência para eu poder acreditar naquilo que me dizem.
Esta deveria ser uma época de reflexão pensar naquilo que aprendi de importante, no que fiz de mal e no que no futuro tentarei não repetir. Mas acho melhor não pensar muito no assunto. Afinal o mais importante que aprendi não vinha no plano curricular e cada vez que me lembro que quando entrei para a faculdade com 17 anos vinha com tantos objectivos traçados e acima de tudo tantas datas limites que eu não consegui cumprir ainda me sinto mais deprimido. Mas nada melhor que seguir a boa filosofia do português: “Vamos deixar o tempo passar que a solução dos problemas vão acabar por aparecer.”. E, apesar de me sentir mal por pensar assim, só me resta pensar no caso de um dos meus grandes amigos que ontem chumbou no exame e tem a vida tramada por mais um semestre e perceber que a minha situação podia ser bem pior.